Página Inicial Data de criação : 10/07/23 Última actualização : / 41 Artigos publicados
 

QUE A VIDA... (DUETO)  Inserido Friday 03 September 2010 18:10

 

Que a vida passe num segundo,

 Que o vento nos leve deste sono profundo,

 Nos retirando deste mundo,

 De onde somos cruéis vagabundos.

 

 Que a vida passe num flash,

 Pra que a dor que não desaparece,

 E a amargura que não se esquece,

 Sejam apenas citações de uma prece.

 

 Que a vida seja perfumada,

 Que não deixe de ser ritmada,

 Ou suavemente cantada,

 Nos versos de uma entoada.

 

 Que a vida seja um mar de flores,

 Despertando mais valores,

 Que acabem os "senhores e pastores",

 Que deixe de ser os bastidores destes autores,

Criadores de novas dores.

Onde a verdade esta sempre errada,

E a luz aprisionada...

Onde falar de amor, não passa de fúteis palavras,

E os gestos não significam mais nada.

  

Que a vida não seja um lapso,

 E que mesmo neste profundo colapso,

 Sejamos capazes de um novo compasso,

 Na vida onde a beleza se tornou algo escasso.

 Que a vida consiga espaço,

 Para mostrar que não existe fracasso,

 Apenas um novo perfaço,

 Revelando um dia que tudo pode se resolver,

Na força de um sorriso, no aconchego de um abraço.

 

 Que a vida consiga nos mostrar,

 Que o simples gesto de respirar,

 É energia nas veias a pulsar,

 E nós, nem parecemos notar...

  Que a vida consiga nos acordar,

 Antes dela,  nos retirar...

 

 

 

Avesso & Susely

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No silêncio da noite...  Inserido Tuesday 31 August 2010 15:30


No silêncio desta noite quente
Procuro-te num desejo ardente
Preciso sentir-te e dizer-te
Que quero muito ver-te

No silêncio desta noite de luar
Fecho os olhos e fico a pensar
Que tens o sabor do sol e do vento
Que fixas meu olhar ciumento

No silêncio desta noite de emoção
Quero que venhas sentir o meu coração
Batendo forte, ansiando pelo teu
Preciso que também anseies pelo meu

No silêncio desta noite sem fim
Larga tudo e corre até mim
Faz-me sentir o sabor da paixão
Rasgando meu sentimento de solidão

No silêncio desta noite ensurdecedora
Ouço mais do que outrora
Ouço minhas forças e fraquezas
Ouço alegrias e tristezas

No silencio desta noite sem amor
Vou ficar enrolado no cobertor
Esperando por quem não vem
Dando o sono a quem não tem
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Despertar ao avesso  Inserido Tuesday 31 August 2010 15:23


"Não tenho nada á escrever

Tudo que me descreve está morto
O sangue, a vida, o ser.
O vento o azul, o suave,
As estrelas que dançavam em meio á você.
a sua, a nossa realidade.

Minh’alma não pulsa mais como antes

Tornei-me marionete do simples e do cotidiano.
Criatura patética, medíocre e senil
Dominado pelo sistema automático e sistemático
Ateu e teocráta em mistura, maldito em química vil.

A poesia me gagueja aos ouvidos

Soa-me como chacota e deboche,
Se som tivesse, diria: é soneto de mágoa.
Nem vinho nem dança me agradam
Ao contrario do milagre, se desvirginam e se prostituem,
Deformam-se em água.

A caneta que me escapa ás mãos,

A sanidade louca que se esfumaça num devaneio.
Envolvo-me num mundo desconhecido do meu.
A vida real me enforca, me sufoca, verdade e constância, medo.

Até quando terei que suportar essa dor.

Dor de ver o belo devorado
Pelo pó cinza da razão, do sim senhor, do não Senhor.
Será que tudo que antecedeu foi em vão e sem meta.
Arma obsoleta na mão do soldado

Pena sem tinta e morta,

na mão aleijada do poeta."

 

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IMAGINO  Inserido Monday 30 August 2010 14:12

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ME ENTREGUEI  Inserido Monday 30 August 2010 14:12

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